Doida

a Maria Bate-Palma.


Meu dia é sombrio, meu sol é de verniz
Água nunca matou minha sede
Nem comida minha fome
Minha roupa não se veste
Minha voz não se escuta
Meu passado não é lembrado
Meu futro nem tá tão próximo
Meu presente, ganhei da chuva
Minha mãe morreu de raiva
E meu pai sumiu do mapa
(João Diniz)
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4 comentários:

ellen disse...

Sem palavras!! Assim fica difícil a gente descrever o que sente quando lê.

João Diniz disse...

é exatamente isso, sentir!

Anônimo disse...

A cada linha um sentimento diferente, mas, não menos intenso.

Gerlane Mesquita disse...

Um sentimento único,que jamais degustado.Algo tão forte,mas intocável.Mas, que pulsa dentro da gente.